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MENSAGEM DO MÊS COM SANDRO DOS SANTOS

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AQUI TODOS OS MESES VOCÊ TERÁ UMA MENSAGEM DO NOSSO FORMADOR GERAL SANDRO DOS SANTOS!!!

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MENSAGEM DO MÊS

"Jesus ordenou a Simão: avance para as águas mais profundas, e lance as redes para pesca".(LC. 5,4)
Este apelo do Senhor, hoje mais do que nunca, é preciso ter sempre presente em nosso apostolado. Vivemos um tempo onde só se fala de crises. Verdade é que as crises estão aí e muito mais sérias do que se pensa. Mas é preciso ir as fontes de nossa fé. Afinal, somos desafiados pelo Senhor a sermos hoje, no duro de nossa realidade, fermento e não cinzas que se vão com o vento. Não devemos ter medo de ir ao encontro das águas mais profundas. Muitos preferem ficar na acomodação da superficialidade a buscarem profundezas. Vivemos hoje uma crise de valores, que segundo os meios de comunicação de massa atingem até mesmo a Igreja.
É verdade! De um jeito ou de outro todos nos machucamos. Cada pessoa na terra carrega sua própria carga de dor e de mágoa. E existe a velha frase: o tempo resolve tudo. Dizem para você aguentar um pouco, sorrir e esperar que o tempo anestesie a sua dor. Mas tenho a suspeita de que todas as regras e as frases sobre solidão são cunhadas por pessoas felizes e saudáveis . Soam bem mas não é verdade. O tempo não resolve nada só Deus resolve.
Quando você está ferido, o tempo só amplia a dor. Os dias e as semanas se arrastam e a agonia insiste. A dor não cessa, não importa o que diga o calendário. O tempo pode abafar a dor no interior da mente, mas uma mínima lembrança pode trazê-la à tona.
O que lhe aconteceu se trata de um sofrimento muito comum na humanidade. O seu caso não é o único, pertence à natureza humana. Neste ponto, não adianta nada saber se você estava certo ou errado. O importante agora é a sua disposição de prosseguir em Deus, e de confiar em Suas misteriosas operações na sua vida.
A Bíblia diz: Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando( I Pedro 4; 12-13).
Deus não prometeu um modo de vida desprovido de dor. Prometeu um escape(livramento). Prometeu ajudar tolerar a sua dor; força para novamente lhe colocar em pé, quando a fraqueza lhe deixa tonto.
Muito provavelmente, você fez o que era preciso. Moveu-se dentro da vontade de Deus seguindo o coração com honestidade. Você ingresswou nela de coração aberto, desejando dar-se de si. O amor foi a sua motivação. Você não interrompeu a vontade de Deus outra pessoa o fez. Se isto não fosse verdade, você não seria a pessoa que estaria sofrendo tanto. Você está sofrendo por tentar ser honesta.
Você não consegue entender porque as coisas explodiram na sua cara, quando parecia que Deus estava guiando tudo. O seu coração fica perguntado : Para começar, por que Deus permitiu que eu entrasse nesta, sabendo que nunca iria dar certo? Mas a resposta é clara, Judas foi chamado pelo Senhor, estava destinado a ser um homem de Deus. Foi escolhido à mão pelo salvador. Poderia ter sido poderosamente usado por Deus. Mas Judas abortou o plano de Deus. Partiu o coração de Jesus. Aquilo que havia se iniciado como um belo e perfeitoplano de Deus, terminou em desastre, porque Judas escolheu os seus próprios caminhos. O orgulho e a teimosia destruíram o plano de Deus em ação.
Então, lance fora as suas culpas. Pare de se condenar. Pare de ficar tentando descobrir o que fez de errado. O que conta para Deus é o que você está pensando neste instante. Você não errou o mais provável é que simplesmente tenha dado em excesso. Como Paulo, você deve dizer: ...(Eu) amando-vos cada vez mais, seja menos amado( 2 Corítios 12; 15).
Sandro Santos

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AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS

Amanhã pode ser muito tarde..

> Para você dizer que ama
> Para você dizer que perdoa
> Para você dizer que desculpa
> Para você dizer que quer tentar de novo....

> Amanhã pode ser muito tarde....
> Para você pedir perdão,
> Para você dizer:
> Desculpe-me, o erro foi meu !!!...

> O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
> O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
> A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
> A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
> O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
> O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços....

> Porque amanhã pode ser muito...

> ...muito tarde!

> Não deixe para dizer amanhã:
> - Eu amo você!
> - Estou com saudades de você!
> - Perdoa-me!
> - Desculpe-me!
> - Esta flor é para você!
> - Você está tão bem !!!...

> Não deixe para amanhã para perguntar:
> - Por que está triste?
> - O que há com você?
> - Ei!.... Venha cá, vamos conversar....
> - Cadê o seu sorriso?
> - Ainda tenho chance?....
> - Já percebeu que eu existo?
> - Por que não começamos de novo?
> - Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
- Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?.....

> Não deixe para amanhã
> O seu sorriso
> O seu abraço
> O seu carinho
> O seu trabalho
> O seu sonho
> O seu desejo
> A sua ajuda...

Lembre-se:

Amanhã pode ser tarde... muito tarde!

Amanhã, o seu amor pode não ser mais preciso;
> O seu carinho pode não ser mais necessário;
> O seu amor pode ter encontrado outro amor;
> O seu presente pode chegar muito tarde;
> O seu reconhecimento pode não ser recebido com o mesmo entusiasmo !!!...

Procure.
Vá atrás!
Insista!
Tente mais uma vez!
Só o hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...

Tarde demais !.....

Viva hoje, não deixe para amanhã.

O FERREIRO


Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com fé, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e se compadecia de sua situação difícil, comentou: "é realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada melhorou".
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. E disse:
" Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transforma-lo em espadas. Você sabe como isso é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelho. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita, uma vez apenas não é suficiente".
O ferreiro deu uma longa pausa, e continuou: "As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enche-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria".
Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá. E as vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é:
" Meu Deus não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas."

O TAPETINHO VERMELHO

Uma pobre mulher morava em uma humilde casinha com sua neta muito
doente.

Como não tinha dinheiro sequer para levá-la a um médico, e vendo que,
apesar de seus muitos cuidados e remédios com ervas, a pobre criança
piorava a cada dia, resolveu iniciar a caminhada de 2 horas até a
cidade próxima em busca de ajuda.

Chegando no único hospital público da região foi aconselhada a voltar
para casa e trazer a neta junto, para que esta fosse examinada.

Quando ia voltando, já desesperada por saber que sua neta não
conseguia
sequer levantar da cama, a senhora passou em frente a
uma Igreja e como tinha muita fé em Deus, apesar de nunca ter entrado
em
uma Igreja, resolveu pedir ajuda.

Ao entrar, encontrou algumas senhoras ajoelhadas no chão fazendo
orações. As senhoras receberam a visitante e, após se inteirarem da
história, a convidaram para se ajoelhar e orar pela criança.

Após quase uma hora de fervorosas orações e pedidos de intercessão ao
Pai, as senhoras já iam se levantando quando a mulher lhes disse:
- Eu também gostaria de fazer uma oração

Vendo que se tratava de uma mulher de pouca cultura, as senhoras
retrucaram:
- Não é necessário, com nossas orações, com certeza sua neta irá
melhorar.

Ainda assim a senhora insistiu em orar, e começou:
- Deus, sou eu, olha , a minha neta está muito doente Deus, assim eu
gostaria que você fosse lá curar ela. Deus, você pega uma caneta que
eu
vou dizer onde fica.

As senhoras estranharam, mas continuaram ouvindo.

- Já está com a caneta Deus? Você vai seguindo o caminho daqui de
volta
para Belo Horizonte e quando passar o rio com a ponte você
entra na segunda estradinha de barro. Não vai errar, tá?

A esta altura as senhoras já estavam se esforçando para não rir, mas
ela
continuou:
- Seguindo mais uns 20 minutinhos tem uma vendinha. Entra na rua
depois
da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode ir
entrando que não tem cachorro.

As senhoras começaram a se indignar com a situação...

- Olha Deus, a porta tá trancada mas a chave fica embaixo do
tapetinho
vermelho na entrada. O senhor pega a chave, entra e cura a minha
netinha.

Mas olha só Deus, por favor não esquece de colocar a chave de novo
embaixo do tapetinho vermelho senão eu não consigo entrar quando
chegar em casa...

A esta altura as senhoras interromperam aquela ultrajante situação
dizendo que não era assim que se deveria orar, mas que ela poderia
ir pra casa sossegada pois elas eram pessoas de muita fé, e Deus, com
certeza, iria ouvir as preces e curar a menina.

A mulher foi pra casa um pouco desconsolada, mas ao entrar em sua
casinha sua neta veio correndo lhe receber.

- Minha neta, você está de pé, como é possível?

E a menina explicou:
- Eu ouvi um barulho na porta e pensei que era a senhora voltando,
porém
entrou em meu quarto um homem muito alto, com um vestido branco e
mandou
que eu levantasse. Não sei como, eu simplesmente levantei.

E quase em prantos, a menina continuou:
- Depois ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha de ir
embora,
mas pediu que eu avisasse a senhora que ele ia deixar a chave
embaixo do tapetinho vermelho...






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O AMOR INOCENTE CURA

Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando
sobre seu irmãozinho mais novo. Tudo que ela sabia era que o menino estava
muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.

Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque
seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do
apartamento. Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar
o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.


A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado:
"somente um milagre poderá salvá-lo."


Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no
armário. Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente,
três vezes. O total tinha que estar exato. Não havia margem de erro. Colocou
as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa. Saiu devagarinho
pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia.


Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas
ele estava muito ocupado no momento. Ela, então, esfregou os pés no chão
para fazer barulho, e nada! Limpou a garganta com o som mais alto que pôde,
mas nem assim foi notada. Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.
Finalmente foi atendida!


"O que você quer?" perguntou o farmacêutico com

voz aborrecida. "estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e
que não vejo há séculos", disse ele sem esperar resposta.


"Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão", respondeu a menina no mesmo tom
aborrecido. "Ele está realmente doente... E eu quero comprar um milagre."


"Como?", balbuciou o farmacêutico admirado.


"Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro
de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo.


"E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?"


"Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la",
respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.


"Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei
o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena.


O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou
à garota: "que tipo de milagre seu irmão precisa?"


"Não sei", respondeu ela, levantando os olhos para ele. "Só sei que ele
está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode
pagar, quero usar meu dinheiro."


"Quanto você tem?", perguntou o homem de Chicago.


"Um dólar e onze centavos", respondeu a menina num sussurro. "É tudo que
tenho, mas posso conseguir mais se for preciso."


"Puxa que coincidência" - sorriu o homem. "Um dólar e onze centavos!!! Exatamente
o preço de um milagre para irmãozinhos."


O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse:

"Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver
se tenho o tipo de milagre que você precisa."


Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia. A
operação foi feita com sucesso e sem custos.


Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado. A mãe e
pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos.


"A cirurgia", murmurou a mãe, "foi um milagre real. Gostaria de saber quanto
custou!"


A menina sorriu. Ela sabia exatamente quanto custa um milagre... Um dólar
e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...


Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor. Quando
o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma. Onde o amor se apresenta,
foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.

O AMOR DE DEUS

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto, uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana. Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que Ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais:

" - Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças."

Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros. Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.

" - Eu quero cantar pra ela", ele dizia.

A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem canta para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI.
Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior,para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insistiu:

" - Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!"

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:

" - Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.

" - Você não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora..."

Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebe foi se tornando suave.

" - Continue, querido!", pediu Karen, emocionada.
" - Outra noite,querida, eu sonhei que você estava em meus braços..."


O bebê começou a relaxar.

" - Cante mais um pouco, Michael."

A enfermeira começou a chorar.

" - Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro... Por favor, não leve o meu sol embora..."

No dia seguinte,a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa. O Woman's Day Magazine chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão".
Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do AMOR DE DEUS.

NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA. O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

Que você nunca se esqueça das infinitas possibilidades do amor...

REFLITA NESTE ACONTECIMENTO!!!

Vou contar-lhe um fato corriqueiro, que inesperadamente trouxe-me uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo - Dona, tem pão velho? - (Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança. Na adolescência descobri que pedir pão velho era dizer - me dá o pão que era
meu e ficou na sua casa). Olhei para aquela criança tão nostalgica e perguntei:

- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein!
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.
E o papo prosseguiu, até que eu disse-lhe - Vou buscar o pão, serve pão
novo?
- NÃO PRECISA NÃO, A SENHORA JÁ CONVERSOU COMIGO!

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor desta criança. Deste menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão
necessitado de um papo, de uma conversa amiga. Caro irmão, quantas lições podemos tirar desta resposta NÃO PRECISA NÃO, A SRA. JÁ CONVERSOU COMIGO. Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa e eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem. Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita naquele que disse - "Eu sou o pão da vida". - E deixou-nos um novo mandamento "Amai-vos uns aos outr os como eu vos amei". Depois daquele sábado eu acho que pedir pão velho" significa dizer - Converse comigo, dê-me a alegria de ser amado.

A TRANSFUSÃO


Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários
foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram
gravemente feridas.
Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado.
Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico
e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria, devido aos traumatismos
e à perda de sangue.
Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Reuniram as crianças e, entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam
explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para
doar o sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.
Era um menino chamado Heng.
Ele foi preparado às pressas, ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe
uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com
a mão que estava livre.
O médico lhe perguntou se estava doendo, e ele negou.
Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.

Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto.

Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.
O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com
Heng.
Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando
algumas coisas. E o rostinho do menino foi se aliviando. Minutos depois
ele estava novamente tranqüilo.
A enfermeira então explicou aos americanos:

- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido o que vocês disseram e estava
achando que ia dar todo o seu sangue para a menina não morrer.

O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:

- Mas, se era assim, porque então que você se ofereceu a doar seu sangue?
E o menino respondeu, simplesmente:

- ELA É MINHA AMIGA...







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DEUS TE AMA E EXISTE

Você duvida??????


Damico era dono de uma bem sucedida farmácia numa cidade do interior. Era um homem bastante inteligente mas não acreditava na existência de Deus ou de qualquer outra coisa além do seu mundo material.
Um certo dia, estava ele fechando a farmácia quando chegou uma criança aos prantos dizendo que sua mãe estava passando mal e que se ela não tomasse o remédio logo iria morrer. Muito nervoso e após a insistência da criança, resolver reabrir a farmácia para pegar o remédio. Sua insensibilidade perante aquele momento era tal que acabou pegando o remédio mesmo no escuro, entregou-o à criança, que agradeceu e saiu dali às pressas. Minutos depois,percebeu que havia entregado o remédio errado para criança e, se aquela mãe o tomasse, seria morte instantânea. Desesperado, tentou alcançar a criança mas não teve êxito. Gritou em desespero... e o tempo passava e nada acontecia.
Sem saber o que fazer e com a consciência pesada, ajoelhou-se e começou a chorar e dizer que se realmente existia um Deus que não o deixasse passar por assassino.
O tempo passava e ele, de joelhos ficava pensando que a mulher
>>>poderia já estar morta e, certamente, ele teria de pagar por isso.
Refletiu sobre suas intemperança, sobre seu mau humor principalmente sobre sua insensatez.
De repente, sentiu uma mão tocar-lhe o ombro esquerdo e ao virar deparou-se com a criança em prantos. Naquele momento ficou desconsolado.
Mas tinha uma certeza: Deus, de fato, não existia. Já podia imaginar o que estava para lhe acontecer. O choro e o olhar triste daquela criança lhe atravessava a alma. No entanto, como um lampejo de sabedoria, perguntou ao menino o que lhe havia acontecido.
Então aquela criança começou a dizer:
"Senhor, por favor não brigue comigo, mas é que caí e quebrei o vidro do remédio, dá pro senhor me dar outro?"

Deus existe e te conhece pelo teu nome.
Ele sempre tem o melhor para você, por mais que as circunstâncias mostrem o contrário. Creia neste amor que é maior do que qualquer um dos seus problemas,mesmo que estes sejam grandes e de difícil resolução.
Creia na vida melhor que Ele tem preparada para você. Creia neste amor: aceite Jesus Cristo como Senhor de sua vida e seu Salvador.
Aceite o convite de viver uma vida conforme a vontade boa, perfeita e agradável de Jesus. Aceite o convite de crer que Seu sacrifício naquela cruz foi por você, para você passar a eternidade ao lado Daquele que te criou.

Não considere esta mensagem como religiosa: é algo muito maior do que religião. É uma mensagem sobre o amor de Deus que te faz estar próximo dele.
A religião nunca fez das pessoas filhos e filhas de Deus.
Quem te faz próximo ao seu Pai é este amor.
Creia em todos os instantes deste dia como se fossem milagres realizados só para você, pois você é, com toda certeza, um dos milagres de Deus aqui na terra.

Quantas vezes você já entregou o remédio errado???

DEIXE A LAMA SECAR

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá,
todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para
brincar.

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele
brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho
de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu
brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao
apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo
todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato? Ao chegar à
sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não
deixou? Você lembra do que a vovó falou?
- Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava
mais fácil limpar.
- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar
primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás
da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar
a história do sapato novo que havia sujado de barro.

Quando se ama, não é preciso entender o que acontece lá fora, porque
tudo passa a acontecer dentro de nós.

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SE EU TIVESSE
UMA SEGUNDA CHANCE


Uma mulher que havia perdido a luta contra o câncer, nos seus últimos momentos de existência, escreveu um relato que poderíamos intitular: se eu tivesse uma segunda chance, diz mais ou menos assim:

Se eu tivesse minha vida para viver novamente, eu falaria menos e ouviria mais. Eu convidaria os amigos para o jantar, mesmo que o carpete estivesse sujo e o sofá desbotado.
Eu comeria pipoca na sala de jantar com as crianças, e me preocuparia menos com a sujeira quando alguém pensasse em acender a lareira.
Eu tiraria um tempo para ouvir meu avô contar-me sobre a sua juventude e jamais insistiria para que as crianças fechassem as janelas do carro no verão, por causa do vento em meus cabelos que havia acabado de arrumar.
Eu acenderia aquela vela em forma de rosa, antes dela se desmanchar. Eu me sentaria no chão com meus filhos, sem me preocupar com a roupa. Eu choraria menos assistindo televisão e viveria mais intensamente a minha vida.
Eu iria para a cama quando estivesse doente, ao invés de agir como se o mundo fosse acabar, caso eu não saísse naquele dia.
Ao invés de ficar reclamando durante os nove meses de gravidez, eu aproveitaria cada momento pensando em como a vida que se desenvolvia dentro de mim, era um milagre de Deus. Quando os meus filhos me beijassem e abraçassem espontaneamente, eu jamais diria: mais tarde! Agora vamos lavar as mãos para jantar.
Haveria mais te amo... mais me desculpe, mas, principalmente, se tivesse a minha existência prolongada, eu iria aproveitar cada minuto... vive-lo intensamente... e nunca desperdiçá-lo.
Mas isso tudo, era se eu tivesse uma segunda chance .

AQUELA MULHER NÃO TEVE SUA EXISTÊNCIA PROLONGADA E REFAZER SEU CAMINHO E REPENSAR VALORES, MAS VOCÊ AINDA TEM TEMPO.

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PENSE NISTO...

Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo.
Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher.
Derramava a sopa na toalha e, quando afinal, acertava a boca, deixava sempre
cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo.
Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atras do fogão.
Levavam comida para ele numa tigela de barro e o que era pior nem lhe davam
o bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de
lágrimas.
Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela
se quebrou.
A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era ali que ele
tinha de comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era
um menino de quatro anos, estava brincando com uns pedaços de pau.
O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.
Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.
- O menino respondeu.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro.
Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa.
Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava
alguma coisa, ninguém dizia nada.



(Autor Desconhecido)

Telefone Amigo

Quando eu era criança, meu pai comprou um dos primeiros telefones da vizinhança.
Lembro-me bem daquele velho aparelho preto, em forma de caixa, bem polido, afixado à parede.
O receptor brilhante pendia ao lado da caixa.
Eu ainda era muito pequeno para alcançar o telefone, mas costumava ouvir e ver minha mãe enquanto ela o usava, e ficava fascinado com a cena!
Então, descobri que em algum lugar dentro daquele maravilhoso aparelho existia uma pessoa maravilhosa, e o nome dela era

"Informação, por favor"

e não havia coisa alguma que ela não soubesse.
"Informação, por favor" poderia fornecer o número de qualquer pessoa e até a hora certa.
Minha primeira experiência pessoal com esse "gênio da lâmpada" aconteceu num dia em que minha mãe foi na casa de um vizinho.
Divertindo-me bastante mexendo nas coisas da caixa de ferramentas no porão, machuquei meu polegar com um martelo.
A dor foi horrível, mas não parecia haver qualquer razão para chorar, porque eu estava sozinho em casa e não tinha ninguém para me consolar.
Eu comecei a andar pelo porão, chupando meu dedão que pulsava de dor, chegando finalmente à escada e subindo-a.
Então, lembrei-me: o telefone!
Rapidamente peguei uma cadeira na sala de visitas e usei-a para alcançar o telefone.
Desenganchei o receptor, segurei-o próximo ao ouvido como via minha mãe fazer e disse:
"Informação, por favor!"
Alguns segundos depois, uma voz suave e bem clara falou ao meu ouvido:
"Informação."
Então, choramingando, eu disse: "Eu machuquei o meu dedo..."
Agora que eu tinha platéia: as lágrimas começaram a rolar sobre o meu rosto.
"Sua mãe não está em casa?" , veio a pergunta.

"Ninguém está em casa a não ser eu", falei chorando.

"Você está sangrando?" Ela perguntou.

"Não." Eu respondi. "Eu machuquei o meu dedão com o martelo e está doendo muito!"
Então a voz suave, do outro lado falou:
"Você pode ir até a geladeira?"
Eu disse que sim. Ela continuou, com muita calma:
"Então, pegue uma pedra de gelo e fique segurando firme sobre o dedo."
E a coisa funcionou! Depois do ocorrido, eu chamava "Informação, por favor" pra qualquer coisa.
Pedia ajuda nas tarefas de geografia da escola e ela me dizia onde Filadélfia se localizava no mapa.
Ajudava-me nas tarefas de matemática.
Ela me orientou sobre qual tipo de comida eu poderia dar ao filhote de esquilo que peguei no parque para criar como bichinho de estimação.
Houve também o dia em que Petey, nosso canário de estimação, morreu.
Eu chamei "Informação, por favor" e contei-lhe a triste estória.
Ela ouviu atentamente, então falou-me palavras de conforto que os adultos costumam dizer para consolar uma criança.
Mas eu estava inconsolável naquele dia e perguntei-lhe:
"Por que é que os passarinhos cantam de maneira tão bela, dão tanta alegria com sua beleza para tantas famílias e terminam suas vidas como um monte de penas numa gaiola?"
Ela deve ter sentido minha profunda tristeza e preocupação pelo fato de haver dito calmamente:
"Paul, lembre-se sempre de que existem outros mundos onde se pode cantar!"
Não sei porquê, mas me senti bem melhor.
Numa outra ocasião, eu estava ao telefone:

"Informação, por favor".
"Informação," disse a já familiar e suave voz.
"Como se soletra a palavra consertar?" Perguntei.
Tudo isso aconteceu numa pequena cidade da costa oeste dos Estados Unidos.
Quando eu estava com nove anos, nos mudamos para Boston, na costa leste.
Eu senti muitas saudades de minha voz amiga!
"Informação, por favor" pertencia àquela caixa de madeira preta afixada na parede de nossa outra casa; e eu nunca pensei em tentar a mesma experiência com o novo telefone diferente que ficava sobre a mesa, na sala de nossa nova casa.
Mesmo já na adolescência, as lembranças daquelas conversas de infância com aquela suave e atenciosa voz nunca saíram de minha cabeça.
Com certa freqüência, em momentos de dúvidas e perplexidade, eu me lembrava daquele sentimento sereno de segurança que me era transmitido pela voz amiga que gastou tanto tempo com um simples menininho.
Alguns anos mais tarde, quando eu viajava para a costa oeste a fim de iniciar meus estudos universitários, o avião pousou em Seattle, região onde eu morava quando criança, para que eu pegasse um outro e seguisse viagem.
Eu tinha cerca de meia hora até que o outro avião decolasse.
Passei então uns 15 minutos ao telefone, conversando com minha irmã que na época estava morando lá.
Então, sem pensar no que estava exatamente fazendo, eu disquei para a telefonista e disse:
"Informação, por favor".
De um modo milagroso, eu ouvi a suave e clara voz que eu tão bem conhecia!
"Informação."
Eu não havia planejado isso, mas ouvi a mim mesmo dizendo:
"Você poderia me dizer como se soletra a palavra consertar?"
Houve uma longa pausa.Então ouvi a tão suave e atenciosa voz responder:
"Espero que seu dedo já esteja bem sarado agora!"
Eu ri satisfeito e disse:
"Então, ainda é realmente você? Eu fico pensando se você tem a mínima idéia do quanto você significou para mim durante todo aquele tempo de minha infância!"
Ela disse:
"E eu fico imaginando se você sabe o quanto foram importantes para mim as suas ligações!"
E continuou:
"Eu nunca tive filhos e ficava aguardando ansiosamente por suas ligações."
Então, eu disse pra ela que muito freqüentemente eu pensava nela durante todos esses anos e perguntei-lhe se poderia telefonar para ela novamente quando eu fosse visitar minha irmã.
"Por favor, telefone sim! É só chamar por Sally".
Três meses depois voltei a Seattle. Uma voz diferente atendeu:
"Informação".
Eu perguntei por Sally.
"Você é um amigo?" Ela perguntou.
"Sim, um velho amigo". Respondi.
Ela disse:
"Sinto muito em dizer-lhe isto, mas Sally esteve trabalhando só meio período nos últimos anos porque estava adoentada. Ela morreu há um mês."
Antes que eu desligasse ela disse:
"Espere um pouco. Seu nome é Paul?"
"Sim". Respondi.
"Bem, Sally deixou uma mensagem para você. Ela deixou escrita caso você ligasse.
Deixe-me ler para você."
A mensagem dizia:
"Diga pra ele que eu ainda continuo dizendo que existem outros mundos onde podemos cantar. Ele vai entender o que eu quero dizer".
Eu agradeci emocionado e muito tristemente desliguei o telefone. Sim, eu sabia muito bem o que Sally queria dizer.
Autor Desconhecido

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